HABITAÇÃO SEM INVESTIMENTOS

A política nacional da habitação está paralisada desde o golpe de 2016 por conta da emenda constitucional 95. Essa emenda proíbe o governo de investir na sua saúde, na educação dos seus filhos, EM MORADIA, transporte e saneamento básico. É um congelamento de investimento em qualidade de vida para os próximos 20 anos.

Segundo estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2015, a partir de dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem um déficit habitacional de 7,7 milhões de moradias.

Em reunião ocorrida na última quinta (9/08), no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), em Brasília (DF), lideranças foram informadas que, no orçamento de 2019, não haverá verba para contratar a construção de quase 40 mil unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida.

Além disso, o governo informou que o orçamento também não irá comportar a contratação de 50 mil habitações rurais.

Diante da notícia do governo, os movimentos populares projetam uma piora na situação habitacional do país, com aumento das ocupações e de moradias em áreas de risco.

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“Não satisfeito por interromper a construção de mais de 40 mil habitações populares, o governo Temer trata de elevar ainda mais o custo de vida para a população de baixa renda. Somente a conta de luz subiu 4 vezes mais que a inflação.”  – Marcio Pochmann

Fonte: Portal Vermelho

Por | 2018-08-14T14:37:21+00:00 ago 14, 18|

Sobre o Autor:

Marcio Pochmann é pesquisador no Centro de Estudos Sociais e Economia do Trabalho (Cesit) , professor titular no Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Fundação Perseu Abramo. Atuou como pesquisador junto às universidades italiana, francesa e inglesa. Foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Secretario do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo e consultor em instituições nacionais e internacionais. Foi candidato a prefeito de Campinas em 2012 e 2016 pelo PT. Marcio tem mais de 50 livros publicados nas áreas de políticas públicas, mercado, economia e sociedade.

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