INDÚSTRIA É NOSSA COLUNA VERTEBRAL E VAMOS RETOMÁ-LA

O economista Marcio Pochmann, coordenador do programa econômico de Lula, afirma que o Brasil encontra-se em uma “ponte do passado” com as políticas de austeridade do golpe e precisa sair da crise com urgência; “a indústria é a coluna vertebral de qualquer país e vamos retomá-la”, afirma; o economista também cita a retomada do pleno emprego e a diminuição dos impostos pagos pelos mais pobres como propostas de Lula.

 

TV 247 – O economista Marcio Pochmann concedeu entrevista ao programa “Brasil Primeiro”, apresentando pelo ex-ministro Aloizio Mercadante, explicando detalhes do plano emergencial proposto pelo Partido dos Trabalhadores para recuperar a economia do País que, após o golpe de 2016, encontra-se destroçada pela política de austeridade do governo Temer. Na opinião de Pochmann, que é o coordenador do programa econômico de Lula, “a indústria é a coluna vertebral de todo País e precisa ser retomada com urgência”.

Ele condena a atual política econômica do governo Temer, classificando-a como “ponte para o passado” e diz que, caso o PT vença o pleito eleitoral, algumas medidas serão tomadas a partir do dia primeiro de janeiro. “Precisamos retomar as mais de sete mil obras públicas paradas, movimentando a construção civil, a própria recuperação do programa Minha Casa, Minha Vida está no bojo dessa medida”, elucida.

Pochmann ressalta que é fundamental recuperar o setor produtivo do País. “Precisamos resgatar a base industrial, neste sentido contaremos com o apoio do Banco dos Brics, buscando, dessa forma, retomar o pleno emprego”, expõe.

“A indústria é a coluna vertebral de um País, não dá para pensar num projeto de reindustrialização do Brasil sem projetar investimentos em ciência e tecnologia, caso contrário, continuaremos a produzir produtos com baixo valor agregado”.

O economista salienta que, com a nova guerra comercial global, onde EUA e China disputam o comércio mundial, é muito importante unir forças. “Além de retomar a soberania, temos que repactuar nossa relação com os países da América Latina”, observa.

Pochmann explica que o sistema tributário brasileiro penaliza os mais pobres, argumentando que irá liberar o máximo de impostos possíveis da base da pirâmide social. ”Deixando claro que não estamos trabalhando com o esvaziamento da carga tributária”, finaliza.

 

Por | 2018-08-27T14:50:19+00:00 ago 27, 18|

Sobre o Autor:

Marcio Pochmann é pesquisador no Centro de Estudos Sociais e Economia do Trabalho (Cesit) , professor titular no Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Fundação Perseu Abramo. Atuou como pesquisador junto às universidades italiana, francesa e inglesa. Foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Secretario do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo e consultor em instituições nacionais e internacionais. Foi candidato a prefeito de Campinas em 2012 e 2016 pelo PT. Marcio tem mais de 50 livros publicados nas áreas de políticas públicas, mercado, economia e sociedade.

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