PELA SOBERANIA DA PETROBRÁS

A Petrobrás representa a oportunidade do Brasil reconstituir o seu complexo de #petróleo e #gás.

Hoje, nós temos empresas estatais como a Petrobrás, que estão funcionando cada vez mais com a lógica privada. A natureza da empresa estatal, da empresa pública, é funcionar diferentemente de uma empresa privada. Não há razão de existir uma empresa pública se ela for funcionar como empresa privada

O governo Temer interveio na Petrobras colocando alguém vinculado ao mercado financeiro que tem descontruído a empresa em nome de uma grande subordinação aos chamados acionistas.

Nos governos Lula e Dilma, o preço do combustível no Brasil sofreu 18 vezes majoração.

No governo Temer, 👉mais de 230 vezes de alteração de preço em dois anos. Você está trabalhando com um produto de uso universal, que compromete a formação dos preços. A natureza da Petrobras não é de uma empresa privada. Se for para ela operar como está operando, começa a se questionar qual a razão de ela existir.

Essa crise do combustível revela abandono da soberania nacional. A liberação dos preços engordou dividendos de acionistas, reduziu o compromisso com refino interno do petróleo e repôs a dependência do diesel e gasolina importados dos EUA, além da entrega do pré-sal aos estrangeiros.

As compras de navio que nos governos do Lula e Dilma eram feitas no Brasil, portanto estimulavam a confecção desses navios nos estaleiros gerando emprego e tecnologia, colocaram o Brasil como segundo maior fabricante de navios do mundo, justamente pela demanda e encomendas da Petrobrás.

Quando a Petrobrás muda de orientação em 2016, na verdade ela vai perdendo a capacidade de estimular a economia nacional, e ao operar com uma lógica privada, ela desestimula as possibilidades de expansão da tecnologia e do emprego no país.

A mudança da lógica de funcionamento da Petrobrás é #fundamental e nos abre um campo muito importante para estimular o emprego e produção nesse complexo que é tão importante, que é o complexo do petróleo e gás brasileiro.

 

Por | 2018-09-10T13:56:22+00:00 set 10, 18|

Sobre o Autor:

Marcio Pochmann é pesquisador no Centro de Estudos Sociais e Economia do Trabalho (Cesit) , professor titular no Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Fundação Perseu Abramo. Atuou como pesquisador junto às universidades italiana, francesa e inglesa. Foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Secretario do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo e consultor em instituições nacionais e internacionais. Foi candidato a prefeito de Campinas em 2012 e 2016 pelo PT. Marcio tem mais de 50 livros publicados nas áreas de políticas públicas, mercado, economia e sociedade.

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